Quando Deus Usa os Erros Humanos

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos. Por isso, não tenham medo. Eu sustentarei vocês e seus filhos”. (Gênesis 50.19, 20)

José foi vendido como escravo pelos seus irmãos, acusado injustamente pela mulher de Potifar e esquecido nas masmorras do Egito pelo copeiro de Faraó a quem ele havia ajudado. Não faltou maldade ao seu redor. Não faltou desprezo. Não faltou descaso. E, contudo, ele foi elevado à posição de vice-governador da nação mais poderosa da época. E não só isso. Esse fato permitiu que toda sua família fosse salva. Deus transformou todos os maus intentos, todas as negligências, todas as maldades em algo bom. Assim é o nosso Deus.

Não significa que não ficaram cicatrizes na alma de José. Ficaram cicatrizes, mas as feridas foram fechadas. Não significa que podemos fazer o mal só porque Deus o transforma em bem. “Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém” (Colossenses 3.25). Significa apenas que o Senhor é poderoso para nos levar até onde Ele deseja, mesmo quando ao nosso redor as coisas parecem não contribuir para isso.

Ele está acima, muito acima da mesquinhez humana, dos nossos limites e das nossas percepções. Podemos confiar Nele.

Precisamos esperar a história terminar. Enquanto ela está em andamento, tudo parece escuro e sem sentido. O silêncio de Deus é doloroso ao nosso coração e a nossa fé parece não ter onde firmar os pés. Todavia, os anos falarão aos dias e aos meses para nos mostrar que a mais dura das maldades humanas não pode deter os frutos do amor e da graça de Deus em nossa vida.

Não podemos deter agora as lágrimas legítimas que correm dos nossos olhos por causa do que sofremos. Mas podemos fazer como José e permanecer em Deus até que termine o vale da sombra da morte e contemplemos todo o doce que ele produzirá a partir da nossa amargura.

Não podemos impedir os erros e as maldades humanas. Todavia, podemos escolher confiar, temer e obedecer ao Senhor até que Ele, com seu poder e sabedoria eternos, transforme toda nossa morte em vida.


 Deus é o Nosso Oásis

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Ó Deus, tu és o meu Deus; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água, (Salmo 63.1)

Oásis são como ilhas no deserto. Neles você pode encontrar água em meio à seca, sombra em meio ao sol tórrido, descanso para a fadiga da caminhada, esperança ao longo de uma jornada dolorosa e incerta. Há ali ordem e sentido cercado de caos e confusão por todos os lados.

Deus é o nosso oásis.

Nele podemos encontrar renovação e descanso. Nele podemos matar nossa sede e saciar nossa alma. Nele e só Nele refazemos as forças para continuar nossa marcha até a eternidade. Um deserto sem oásis é uma terra sem esperança. Uma vida que não se achega a Deus e não desfruta Dele perecerá pelo caminho.

Enquanto estivermos neste mundo decaído precisaremos entrar em contato íntimo e real com Aquele que contrasta com todas as coisas ao redor. Precisaremos receber de Deus aquilo que só em Deus se encontra. Tudo o mais morre. Ele vive! E nós vivemos também todas as vezes que nos conectamos a Ele.

Para os que caminham no deserto o oásis não é opcional. É a única garantia de que a viagem chegará a um final satisfatório. Vencer o deserto exige deter-se no oásis. O tempo nesses lugares muda o resultado da jornada, assim como nosso tempo com Deus altera a vida que viveremos neste mundo.

Muitas vezes não queremos parar em meio a correria da vida. Não queremos buscar um lugar onde o Senhor nos falará ao coração e restaurará nosso vigor. Está difícil, mas acreditamos em nossas próprias forças, em nossa própria sabedoria, em nós mesmos. Depois não sabemos porque sucumbimos. Não paramos em Deus, não entramos em Deus, não descansamos Nele. Ignoramos que os momentos com Ele são os momentos que transformam tudo.

Deus é um oásis mais forte do que todos os nossos desertos, mais vivificante que toda morte em volta de nós. Eu vou a Ele porque só assim chegarei até o fim, quando Deus será tudo em todos (1 Coríntios 15.28) e este universo desértico e decaído se tornar um oásis eterno e infinito.