A Aventura da Adoração

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Adorar a Deus é uma aventura, uma estrada ascendente que subindo sempre nunca se chega ao seu ápice nesta vida. E o viajante sabe que a montanha do louvor nestas terras decaídas tem seu limite e seu tempo. Ainda assim ele se esforça para que a sua adoração chegue cada vem mais perto do cume.

Como a oração, jamais nos formaremos na universidade da adoração. Permaneceremos sempre meninos tenros tentando balbuciar alguma coisa. O adorado é infinito e por isso nossa adoração finita não pode jamais se equiparar à sua plenitude. Seremos sempre aprendizes, olhando o rosto do Adorado e tentando fazer-lhe sorrir. Não estaremos sendo impulsionados pelo medo rejeição, mas pelo amor e candura Dele.

É contemplando sua face que aprenderemos o que lhe agrada. Ele nos ensinará o que convém. Ele mesmo nos fará adoradores e moldará a adoração. Ele mesmo nos capacitará a ser para Ele o que precisamos de fato ser. Porque somente Ele está destinado a ser tudo em todos.

Não buscamos Tuas Mãos,
Tua Face queremos ver
E conhecer Teu Coração
Revela Tua Glória com Poder

Aqui o poeta sacro captou a essência da adoração. Não são as mãos de Deus que nos interessam nesse momento. Sabemos que com elas Ele pode mudar tudo em nossas vidas. Que elas estão cheias de bênçãos, de amor, de graça para derramar sobre nós. Sabemos que delas emana tudo o que desejamos e precisamos. Mas não é o que importa agora

Agora queremos ver o rosto Dele para admirar sua formosura. Queremos contemplar sua beleza e nos extasiarmos na glória que dela flui. Ele não precisa fazer nada. Quem Ele é já nos basta.

Não importa o que há em suas mãos. Queremos conhecer o profundo do que há no coração de Deus. Queremos que o Espírito traga ao nosso espírito o que há no coração de nosso Amado. “Porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1 Co 2.10) E o Espírito em nós nos capacite a oferecer aquilo que lhe é agradável.

Isso é adoração

 

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