Aquele Que a Tudo Preenche

Por Eguinaldo Hélio de Souza

[Ele, Jesus, é] a plenitude Daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios 1.23)

Ó Senhor, que a todas as coisas preenche, vem preencher toda minha vida, todo meu tempo, todo meu ser, toda minha existência, tudo enfim. Fora de Ti tudo é vazio e caos, tudo é silêncio e escuridão. Tudo é muito frio e sem vida.

Que todo meu tempo tenha a marca da tua presença, desde meu levantar até o meu deitar seja ele por Ti preenchido. Que até em meu dormir, Tu estejas ali. Sejam tuas minhas manhãs, minhas tardes e minhas noites, meus dias e anos, minhas semanas, e meses, e horas.

Que em cada coisa que eu fizer, em cada ato meu, Tu estejas também. Que nada do que eu faça, seja feito sem Ti. Que nenhuma realização minha seja feita em minha força. Seja Tua sabedoria e Tua força a revestir cada agir meu. Que tudo o que eu produzir, seja produzido em por Ti, para Ti e em Ti.

Que Tu, que é todo amor, seja meu elo a todas as pessoas. Que este amor que é a Tua essência, me ligue a tudo e a todos com cordas irrompíveis, com cabos inquebráveis. Que em cada relacionamento meu Tu lá estejas, de modo permanente inconfundível.

Que em todo o meu caminhar, que em todo o meu existir, não aja espaço para o vazio, para a escuridão, para o mal e para a morte. Que cada vez mais seja banido de minha vida tudo aquilo que a Ti não pertence. Seja rindo ou chorando, caindo ou levantando, perdendo ou ganhando, em Ti eu viva, em Ti me mova e em Ti exista.

Pois em Ti tudo se origina, por Ti tudo é sustentado e a Ti tudo se destina. Não permita então meu Deus, que eu viva neste mundo, que caminhe minha história, sozinho e longe da Fonte de todas as coisas.

Vem Senhor, invade tudo que há em mim. Todos os espaços, todos os tempos, todos os elos, todas os planos, todas as realizações. Não deixe nada fora da Tua sábia e eficaz soberania.

Enfim, ó meu Deus, sejas para mim tudo em todos, sejas para mim tudo em tudo.

 


 Nada Sem o Senhor

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Se não for o SENHOR o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o SENHOR que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. Salmo 127.1)

Esse versículo traz consigo a sabedoria da vida. Ele não ensina que não devemos trabalhar ou que não devemos vigiar. Ele ensina que nada disso tem significado ou êxito verdadeiro, a não ser que o Senhor esteja conosco. Se Deus não for o Construtor através de nossas vidas e o Vigia através de nossos olhos, tudo será vão. Tudo Dele deriva, tudo Dele depende, tudo a Ele se destina.

Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória, pois, a Ele, eternamente. (Romanos 11.36).

O pecado no coração humano quer leva-lo para longe da dependência divina, fazê-lo achar que o homem é o centro do universo. Protágoras, um pensador grego, disse que “o homem é a medida de todas as coisas”. Não é. Deus é a medida de todas as coisas, pois até mesmo a medidas dos homens foi Ele quem estabeleceu.

É verdade que ser humano realizou coisas grandiosas. No entanto, de alguma forma, direta ou indiretamente, um Deus Criador e Sustentador o permitiu, reconheça ou não, goste ou não. É verdade que o homem tem projetado invenções e dispositivos para sua segurança. No entanto, muitos dos seus castelos fortes foram derrubados e saqueados apesar de toda confiança.

Se o Senhor não edificar… se o Senhor não guardar…. Essas palavras nos chamam para a dependência, para a comunhão, para olhar ao alto e reconhecer que em tudo precisamos de Sua Presença, de Sua sabedoria, de Sua mão forte. Torres de Babéis e Titanics são como castelos de cartas e barcos de papeis se assim Deus o desejar. Enquanto gritos derrubarão muros e pedras derrotarão gigantes se assim Ele o determinar.

Podemos viver confiando Nele ou em nossos esforços. Podemos reconhecer que a Ele pertence a glória por tudo ou que somos dignos de nossos prêmios. Todavia, nada mudará o fato de que “Nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17.28) e as mais simples e as mais sublimes realizações encontram Nele e só Nele suas possibilidades.

Reconhecer que precisamos Dele para realizar e para existir é o princípio da sabedoria.


 Luzes Temporárias

Por Eguinaldo Hélio de Souza

João era a lâmpada que ardia e iluminava, e vós escolhestes alegrar-vos por algum tempo com a sua luz (João 5.35).

 Ter luz sempre é bom. É fácil caminhar quando temos luz, quando o caminho à nossa frente é claro e podemos ver tudo perfeitamente. Jesus disse, aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo (João 12.35).

As pessoas ao nosso redor caminham procurando luz para seus passos. Algumas acabam se apoiando em luzes enganosas, acreditando em mentiras, em ideologias humanas e nocivas que lhes dão uma falsa segurança. São cegos que guiam cegos para a mesma cova na qual em algum momento cairão. Então será tarde demais. Só Jesus é a luz verdadeira que ilumina todo homem que vem ao mundo (João 1.9)

No entanto, nós que encontramos a luz de Deus corremos o risco de trocar luzes eternas por luzes temporárias. Foi isto que o povo fez com João Batista. Ele tinha uma mensagem da parte de Deus e muitos acharam que sua mensagem era tudo o que eles precisavam. Não perceberam que João Batista era uma luz temporária que os direcionava para a luz eterna e permanente. E muitos não souberam discernir a diferença entre o que era transitório e o que era permanente.

Temos inúmeras luzes temporárias ao nosso redor. São bons pregadores, bons mestres, bons livros, boas mensagens, bons irmãos em Cristo. Tudo isso é maravilhoso. Só não podemos esquecer que são apenas luzes relativas e temporárias e não podem substituir as luzes absolutas e permanentes que Deus nos deu.

Nossa primeira Luz permanente é o próprio Jesus:

Falando novamente ao povo, Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”. (João 8.12)

Nossa segunda Luz permanente é a Palavra de Deus:

Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. (2 Pedro 1.19).

Pessoas e palavras humanas passam. Jesus e Sua Palavra são eternos. Nossos corações só estarão firmes quando firmados na Rocha dos Séculos.


 Levantando Após a Queda

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, pensando que estivesse morto. Mas quando os discípulos se ajuntaram em volta de Paulo, ele se levantou e voltou à cidade. No dia seguinte, ele e Barnabé partiram para Derbe. (Atos 14.19, 20)

Sim, há ataques do inimigo sobre nossas vidas que são verdadeiramente fortes. A dor é real e o abatimento é natural. Somos humanos e apesar de nossa confiança no Senhor nós choramos, e nos entristecemos e não poucas vezes nos abatemos. Nosso sofrimento é justificado. Não se trata de excesso de sensibilidade, trata-se de um momento difícil que realmente nos põe no chão.

Ainda assim é preciso se levantar, é preciso se por de pé, é preciso prosseguir. Nossa missão não terminou, nossa carreira não está nem na metade. Os planos de Deus continuam diante de nós. Erguer-se é necessário, mesmo diante da queda justa. Não podemos ficar prostrados para sempre, não podemos desistir, não podemos simplesmente recuar.

A queda não foi o fim em nenhum sentido. Foi um mero ponto em nossa caminhada, um ponto que ficará para trás assim que decidirmos nos levantar e avançar. Deixando as coisas que para trás ficam, avanço para as que estão diante de mim (Filipenses 3.13). Mesmo que neste exato momento a dor seja grande, você verá  que à medida que avança ela ficará cada vez menor até não ser mais do que um lembrança.

Sim, você pode se levantar. Na força do Senhor você pode se levantar. A “incomparável grandeza de seu poder” está sobre nós os que cremos (Efésios 1.19). Se Palavra de Deus pode reviver ossos secos, não poderá muito mais erguer sua vida? Se o Espírito de Deus que habita em você, levantou a Jesus de entre os mortos, não poderá também colocar você de pé? (Romanos 8.11).

Ouça a voz de Deus. “E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo” (Ezequiel 2.1). Deixe a graça Dele se apossar de você, deixe o Seu Espírito soprar sobre sua vida. “…entrou em mim o Espírito, e me pôs em pé” (Ezequiel 2.1)

O chão não é seu lugar. Seu lugar neste mundo é caminhando com Deus rumo aos seus maravilhosos propósitos.


 Junto ao Pai é Melhor

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! (Lucas 15.17)

Quando o pródigo saiu da casa de seu pai ele acreditava estar tomando a melhor decisão. Ele achava que só uma parte daquela vida era boa. Provavelmente não gostava da disciplina, das normas, das exigências que vinham do pai. Achava que estava preso, limitado, que estava perdendo algo. Ele não queria trilhos para sua vida, achava difícil se ajustar àqueles padrões, pensava que tudo aquilo estava lhe roubando a verdadeira liberdade. Infelizmente, teve que aprender da forma mais dolorosa.

A casa do Pai é o melhor lugar do mundo. Só a abundância que Dele é a verdadeira abundância. As exigências de Deus são maravilhosas, porque Ele nos dá mandamentos e junto nos dá forças para obedecê-los. Ele nos desafia e ao mesmo tempo derrama ousadia em nossos corações. Ele permite angústias e aflições em nossa vida, e, no entanto, ele também nos dá o escape. E com o tempo descobrimos que a disciplina de Deus é tão boa quanto suas bênçãos. Que suas correções também são vida. E que chorar com Deus é muito diferente do que chorar sem Ele. Aprendemos que perder por Deus é ganhar e ganhar sem Deus é perder.

Acredite no que o Senhor falou. “Crede no Pai. Crede também em mim” (João 14.1). Você não precisa fugir para longe de Deus e experimentar quão terrível é uma vida sem Ele. Você não precisa chegar ao fundo do poço para saber que Deus é bom, que Ele  é melhor. Acredite em seu amor hoje.

Aceite não apenas o amor do Pai, mas também seu castigo, suas correções, seus mandamentos, suas limitações. Nossa natureza decaída grita quando o Oleiro nos amassa e refaz. Essa dor não é a dor da morte, mas a dor da vida. É a pressão divina que moldará nosso caráter, nossa essência, para nos tornar algo bom o bonito aos Seus olhos (Jeremias 18.4). Permaneça na mão do Oleiro.

Há algo muitas vezes melhor do que voltar para perto do Pai. É jamais sair de junto a Ele. Eu não preciso experimentar a dor do mundo para saber que o amor de Deus é muito mais excelente. Por isso, quero viver, e andar e crescer aos seus pés.

 


 João Batista e o Deserto

Por Eguinaldo Hélio de Souza

E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, e esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel. (Lucas 1.80).

 

A biografia de João Batista é relativamente curta, mas sua vida foi repleta de significado. Por esse motivo, podemos aprender com ela coisas essenciais para nossa caminhada com Deus.

Nosso espírito também cresce e se fortalece. Não podemos esperar grande força da criança da mesma forma como não podemos aceitar fraqueza no adulto. Humanamente falando, vamos da debilidade para o vigor, da fraqueza para a força, da frouxidão para a firmeza. Espiritualmente isso também é necessário. Um novo convertido ainda não está pronto, não é firme, experimenta muitos fracassos. Todavia, no decorrer da caminhada com Cristo, deve tornar-se forte. Forte para vencer a carne, o mundo e o diabo; forte na oração, no testemunho, em fazer a vontade de Deus, em confiar Nele. A fraqueza tem que ir embora e dar lugar ao vigor espiritual.

O deserto é necessário. Não gostamos do que o deserto significa espiritualmente. Significa que não teremos onde nos agarrar, exceto Deus. Pessoas e coisas estarão ausentes e teremos de aprender a depender exclusivamente Dele para sobreviver na solidão e na carência. Entretanto, será assim que cresceremos. No deserto são forjadas as grandes almas. Todas as grandes obras foram forjadas no deserto, inclusive a redenção do mundo. (A. –D. Sertillanges, A vida intelectual)

O tempo de preparação chega ao fim. Começa o tempo de realização. A vida não é só preparação. É concretização também. O deserto acaba e então começa a ação. Que só se tornará possível graças ao tempo no deserto, no qual, sem percebermos, Ele nos forja, nos capacita, nos prepara para aquilo que só existe no coração Dele, mas que através nós se tornará  real, pois para isso nos  talhou.

Assim foi com João Batista. Assim tem sido com os servos e servas de Deus na história. Fortalecidos e moldados no deserto, somos lançados ao mundo como flechas para cumprirmos os propósitos Daquele que tudo pode e cujos planos não podem ser  impedidos. (Jó 42.3)


 Jesus, os Dízimos e as Ofertas

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Há algo que me impressiona em Jesus. Ele sempre tinha a perspectiva certa das coisas e não deixava se influenciar por aquilo que estava ao seu redor. Na área financeira isto é muito claro.

Ele sabia que os fariseus eram avarentos (Lucas 16.14). Mesmo assim ele louvou uma mulher muito pobre que deu todo o seu sustento para a obra de Deus (Lucas 21.1-4). Ele sabia que Judas roubava a bolsa (João 12.6) e nem por isso deixou de receber ajuda das mulheres de posses que desejavam abençoar seu ministério (Lucas 8.1-3). Ele sabia que os fariseus dizimavam sem verdadeira fé e amor mesmo assim não disse que deveriam parar de contribuir e sim acrescentar fé ao que faziam (Mateus 23.23).

Em outras palavras, Jesus sabia que o ofertante e o dizimistas são sempre abençoados porque Deus lançou promessas sobre eles. E que a atitude de ninguém poderia mudar isso. A infidelidade dos homens não anula a fidelidade de Deus.

Se permitirmos que a ação errada de alguns homens nos impeça de abençoar a obra de Deus financeiramente nós seremos prejudicados. Perderemos o que nos está garantido em sua Palavra. Estaremos roubando bênçãos e vitórias tanto do trabalho feito para Deus como de nós mesmos.

Em nenhum momento, nas situações adversas acima, Jesus autorizou uma interrupção das contribuições financeiras de alguém. Não sabemos o que aconteceu com a viúva pobre, ou com as mulheres descritas em Lucas ou mesmo com os fariseus. Mas com certeza tiveram a devida bênção financeira de Deus em suas vidas.

 


 Jesus, as Multidões e Você

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Há algo muito precioso no ministério de Jesus que revela ao mesmo tempo a abrangência e a profundidade de Seu amor. Não foram poucas as vezes em que Ele se viu cercado por uma multidão inumerável, tão densa que Ele e Sua família não  podiam comer. Na multiplicação dos pães, com cinco mil homens, mais mulheres e crianças, havia mais de dez mil pessoas. Seus discípulos disserem em uma ocasião: “a multidão te oprime” e era pura verdade. Num mundo doente e oprimido pessoas se aglomeraram ao redor Daquele que cura e liberta. Multidões, multidões, multidões.

E em meio a esse ministério intenso, dinâmico, frutífero, Ele achou tempo para os indivíduos. Mesmo oprimido pela urgência de Sua missão e pela grandeza de Sua obra, assentou-se com certas pessoas e conversou com elas. Ele não apenas amou a humanidade, Ele amou o próximo. Não se deu por seres humanos sem rosto e sem alma. Fez-se presente na vida de indivíduos de carne e osso, com nomes e vidas bem definidos. Fez-se único para pessoas únicas.

Ele achou tempo para conversar com a samaritana. Sentou-se na casa de Maria, Marta e Lázaro como em sua própria casa. Chamou Zaqueu pelo nome e foi jantar com ele. Ouviu a voz de Bartimeu em meio à infinitas vozes. Tocou em um intocável leproso e o curou. Foi no banquete na casa de Levi. Sentou-se à mesa em Emaús. Ele não foi absorvido pela fama e pela multidão ao ponto de não ver mais nada. No meio da floresta ele viu a árvore.

Somos mais de sete bilhões neste planeta e Ele vê você. Conhece seu nome, suas lutas, seus anseios, suas necessidades. Sabe seus defeitos e qualidades, seu passado, presente, futuro. Não há nada sobre você que Ele não saiba. E em meio aos inumeráveis clamores que ressoam da Terra até os céus Ele é capaz de ouvir o seu como se você fosse a única pessoa no mundo. O que Ele foi nos dias de Seu ministério, Ele é agora à direita de Deus e assim será na eternidade – alguém capaz de enxergar você em meio à  multidão.

Não importa quantas pessoas existam neste mundo, nem quantas estejam ao seu redor. Para Ele você será sempre único, pois você foi criado por Ele e para Ele.


 Irmão, Leia a Bíblia

 

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Para muitos irmãos a Bíblia é um livro maravilhoso, que vive maravilhosamente fechado. Eles não conseguem se imaginar indo ao culto sem a Bíblia. Da mesma forma que não conseguem se imaginar lendo e meditando nela todos os dias. Isso já seria pedir muito. Não estamos falando sobre ter a Bíblia e sim sobre ler a Bíblia.

Isso não é bom. Se a Palavra de Deus é como leite (1 Pedro 2.2), como o pão (Mateus 4.4), como espada (Hebreus 4.12) e como luz (Salmo 119.130), aquele que não a lê se encontra desnutrido, faminto, desarmado e às escuras. Assim estão os que não têm o habito de meditar nas Escrituras.

Você já leu a Bíblia inteira? Quantas vezes? Alguém já disse que quem não leu a Bíblia toda, não viu Jesus por completo. Ele mesmo disse que são elas que testificam Dele (João 5.39). Ler apenas no culto ou alguns trechos aleatórias não vão produzir no seu coração a fé e o conhecimento de Deus necessários.

Não dê desculpas para si, nem para Deus. Não diga que não tem tempo. Três capítulos por dia levam menos tempo do que um capítulo de novela ou filme. E com certeza é algo muito melhor para sua vida.

Não diga também que não entende. Talvez não entenda tudo. Aliás, ninguém sobre a Terra entende tudo, pois ela é a imensurável Palavra de Deus. Todavia, com persistência ela ficará mais e mais clara. Isso só acontecerá se você persistir em ler.

Decida mudar essa situação agora mesmo. Diga diante de Deus quer colocar a Palavra dele no centro de sua vida e nela meditar todos os dias. Diga como Davi: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todos os dias” (Salmo 119.97)

 


 Insatisfações

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Há dois tipos de insatisfação que o nosso coração pode manifestar. Uma é fruto de nossa natureza decaída. A outra é fruto de nossa natureza regenerada.

A insatisfação que nasce da velha natureza é aquela que nunca está contente com nada, apesar das grandes bênçãos de Deus ao nosso redor. Mesmo tendo muito mais do que tínhamos, mesmo estando tudo muito melhor do que estava, continuamos insatisfeitos. Há um vácuo insaciável em nosso ser que nada parece satisfazer.

O resultado é a crítica, a reclamação, a murmuração. Ao invés de gratidão e reconhecimento pelo que Deus tem feito, fala-se constantemente do que Ele ainda não fez. Não há paciência para esperar e considerar todas as coisas boas já recebidas. … tornaram a queixar-se, e diziam: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!” (Números 11.4-6). É a carne desejando a carne.

No entanto, há outro tipo de insatisfação, o tipo de insatisfação que nos leva a desejar mais de Deus, que nos faz querer mais Dele. É uma fome e uma sede para que a vontade de Deus se realize em nós, um anseio por ser mais cheio do Espírito, por vencer as barreiras da carne. Então queremos mais de seu amor, de sua sabedoria, de sua presença.

Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? (Salmo 42.1. 2)

Esse tipo de insatisfação nos leva para o alto, para frente, nos leva a Deus. Então queremos não nossa vontade, mas a Dele. Ficamos incomodados não com nossas necessidades, mas com nossa falta de obediência, não com o vazio de nosso guarda-roupa e sim com o vazio do nosso coração. Estamos insatisfeitos não com o que Deus não nos deu, mas insatisfeitos com aquilo que não demos a Ele.

Que nosso coração seja libertado da insatisfação da carne e nosso espírito tomado pela insatisfação do Espírito.