Senhor, Livrai-me da Ingratidão

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

          “Não te esqueças de nenhum dos Seus benefícios” (Salmo 103.2)

 

Livra-me, Senhor, da ingratidão! Livra meu coração de esquecer as muitas coisas boas que fizeste em minha vida. Não permita que as horas escuras me impeçam de reconhecer a tua bondade imerecida que tantas vezes me cercou. Tu me perdoaste tantas vezes, me curaste tantas vezes, me consolaste e cuidaste de mim em tantos momentos que sou incapaz de contar. Encheste minha boca de bens, livraste meus pés da morte.

Eu não quero esquecer nenhum de teus benefícios. O tempo passa e nossa memória se apaga. As bênçãos ficam para trás e então falamos e agimos como quem jamais conheceu teu amor. Ao invés de louvores há murmúrios, no lugar de submissão há rebeldia, revolta e não louvor. Recebi tantos bens, por que não posso suportar os momentos difíceis? Por tua graça estou em pé. Até aqui me ajudaste Senhor!

Não permita também, meu Deus, que eu esqueça todo bem que recebi de meus irmãos e das pessoas ao meu redor. É verdade, muitos me feriram, muitos me magoaram, muitos me desprezaram. Não fui tratado por todos como acho que merecia. Ainda assim, muitos me ajudaram, muitos me consolaram, muitos foram bons para mim. Que os maus não me façam esquecer os bons.

Ensina-me a ser grato, a reconhecer cada pessoa que em algum momento me ajudou, mesmo que essa pessoa em outro momento me feriu. Faze-me ver que não cheguei aqui sozinho, mas fui trazido ou mesmo carregado por pessoas que me amaram e acreditaram em mim.

Talvez eu ache que não merecia o mal que me fizeram, entretanto, também acho que não merecia todo o bem que recebi. E se me alegrei e desfrutei o bem imerecido, também posso suportar o mal injusto e ser grato por aquilo que indevidamente veio a mim.

Que a gratidão a Ti, meu Deus, e aos meus irmãos, possa ser manifestada por palavras e por gestos. Que eu Te louve e Te engradeça, agradecendo também àqueles que me ajudaram a triunfar. Que eu aprenda a contar cada benefício, das Tuas mãos e de outras mãos, e contando-os possa ser grato e me alegrar pela bondade que me cerca.

E por fim, que eu esqueça a ingratidão alheia, como espero que esqueçam também a minha ingratidão. Que cada mal se vá da minha memória como a areia que é levada pelo vento. E cada bem seja para sempre lembrado, produzindo louvor e gratidão. Amém!

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