Junto ao Pai é Melhor

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! (Lucas 15.17)

Quando o pródigo saiu da casa de seu pai ele acreditava estar tomando a melhor decisão. Ele achava que só uma parte daquela vida era boa. Provavelmente não gostava da disciplina, das normas, das exigências que vinham do pai. Achava que estava preso, limitado, que estava perdendo algo. Ele não queria trilhos para sua vida, achava difícil se ajustar àqueles padrões, pensava que tudo aquilo estava lhe roubando a verdadeira liberdade. Infelizmente, teve que aprender da forma mais dolorosa.

A casa do Pai é o melhor lugar do mundo. Só a abundância que Dele é a verdadeira abundância. As exigências de Deus são maravilhosas, porque Ele nos dá mandamentos e junto nos dá forças para obedecê-los. Ele nos desafia e ao mesmo tempo derrama ousadia em nossos corações. Ele permite angústias e aflições em nossa vida, e, no entanto, ele também nos dá o escape. E com o tempo descobrimos que a disciplina de Deus é tão boa quanto suas bênçãos. Que suas correções também são vida. E que chorar com Deus é muito diferente do que chorar sem Ele. Aprendemos que perder por Deus é ganhar e ganhar sem Deus é perder.

Acredite no que o Senhor falou. “Crede no Pai. Crede também em mim” (João 14.1). Você não precisa fugir para longe de Deus e experimentar quão terrível é uma vida sem Ele. Você não precisa chegar ao fundo do poço para saber que Deus é bom, que Ele  é melhor. Acredite em seu amor hoje.

Aceite não apenas o amor do Pai, mas também seu castigo, suas correções, seus mandamentos, suas limitações. Nossa natureza decaída grita quando o Oleiro nos amassa e refaz. Essa dor não é a dor da morte, mas a dor da vida. É a pressão divina que moldará nosso caráter, nossa essência, para nos tornar algo bom o bonito aos Seus olhos (Jeremias 18.4). Permaneça na mão do Oleiro.

Há algo muitas vezes melhor do que voltar para perto do Pai. É jamais sair de junto a Ele. Eu não preciso experimentar a dor do mundo para saber que o amor de Deus é muito mais excelente. Por isso, quero viver, e andar e crescer aos seus pés.

 


 João Batista e o Deserto

Por Eguinaldo Hélio de Souza

E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, e esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel. (Lucas 1.80).

 

A biografia de João Batista é relativamente curta, mas sua vida foi repleta de significado. Por esse motivo, podemos aprender com ela coisas essenciais para nossa caminhada com Deus.

Nosso espírito também cresce e se fortalece. Não podemos esperar grande força da criança da mesma forma como não podemos aceitar fraqueza no adulto. Humanamente falando, vamos da debilidade para o vigor, da fraqueza para a força, da frouxidão para a firmeza. Espiritualmente isso também é necessário. Um novo convertido ainda não está pronto, não é firme, experimenta muitos fracassos. Todavia, no decorrer da caminhada com Cristo, deve tornar-se forte. Forte para vencer a carne, o mundo e o diabo; forte na oração, no testemunho, em fazer a vontade de Deus, em confiar Nele. A fraqueza tem que ir embora e dar lugar ao vigor espiritual.

O deserto é necessário. Não gostamos do que o deserto significa espiritualmente. Significa que não teremos onde nos agarrar, exceto Deus. Pessoas e coisas estarão ausentes e teremos de aprender a depender exclusivamente Dele para sobreviver na solidão e na carência. Entretanto, será assim que cresceremos. No deserto são forjadas as grandes almas. Todas as grandes obras foram forjadas no deserto, inclusive a redenção do mundo. (A. –D. Sertillanges, A vida intelectual)

O tempo de preparação chega ao fim. Começa o tempo de realização. A vida não é só preparação. É concretização também. O deserto acaba e então começa a ação. Que só se tornará possível graças ao tempo no deserto, no qual, sem percebermos, Ele nos forja, nos capacita, nos prepara para aquilo que só existe no coração Dele, mas que através nós se tornará  real, pois para isso nos  talhou.

Assim foi com João Batista. Assim tem sido com os servos e servas de Deus na história. Fortalecidos e moldados no deserto, somos lançados ao mundo como flechas para cumprirmos os propósitos Daquele que tudo pode e cujos planos não podem ser  impedidos. (Jó 42.3)


 Jesus, os Dízimos e as Ofertas

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Há algo que me impressiona em Jesus. Ele sempre tinha a perspectiva certa das coisas e não deixava se influenciar por aquilo que estava ao seu redor. Na área financeira isto é muito claro.

Ele sabia que os fariseus eram avarentos (Lucas 16.14). Mesmo assim ele louvou uma mulher muito pobre que deu todo o seu sustento para a obra de Deus (Lucas 21.1-4). Ele sabia que Judas roubava a bolsa (João 12.6) e nem por isso deixou de receber ajuda das mulheres de posses que desejavam abençoar seu ministério (Lucas 8.1-3). Ele sabia que os fariseus dizimavam sem verdadeira fé e amor mesmo assim não disse que deveriam parar de contribuir e sim acrescentar fé ao que faziam (Mateus 23.23).

Em outras palavras, Jesus sabia que o ofertante e o dizimistas são sempre abençoados porque Deus lançou promessas sobre eles. E que a atitude de ninguém poderia mudar isso. A infidelidade dos homens não anula a fidelidade de Deus.

Se permitirmos que a ação errada de alguns homens nos impeça de abençoar a obra de Deus financeiramente nós seremos prejudicados. Perderemos o que nos está garantido em sua Palavra. Estaremos roubando bênçãos e vitórias tanto do trabalho feito para Deus como de nós mesmos.

Em nenhum momento, nas situações adversas acima, Jesus autorizou uma interrupção das contribuições financeiras de alguém. Não sabemos o que aconteceu com a viúva pobre, ou com as mulheres descritas em Lucas ou mesmo com os fariseus. Mas com certeza tiveram a devida bênção financeira de Deus em suas vidas.

 


 Jesus, as Multidões e Você

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Há algo muito precioso no ministério de Jesus que revela ao mesmo tempo a abrangência e a profundidade de Seu amor. Não foram poucas as vezes em que Ele se viu cercado por uma multidão inumerável, tão densa que Ele e Sua família não  podiam comer. Na multiplicação dos pães, com cinco mil homens, mais mulheres e crianças, havia mais de dez mil pessoas. Seus discípulos disserem em uma ocasião: “a multidão te oprime” e era pura verdade. Num mundo doente e oprimido pessoas se aglomeraram ao redor Daquele que cura e liberta. Multidões, multidões, multidões.

E em meio a esse ministério intenso, dinâmico, frutífero, Ele achou tempo para os indivíduos. Mesmo oprimido pela urgência de Sua missão e pela grandeza de Sua obra, assentou-se com certas pessoas e conversou com elas. Ele não apenas amou a humanidade, Ele amou o próximo. Não se deu por seres humanos sem rosto e sem alma. Fez-se presente na vida de indivíduos de carne e osso, com nomes e vidas bem definidos. Fez-se único para pessoas únicas.

Ele achou tempo para conversar com a samaritana. Sentou-se na casa de Maria, Marta e Lázaro como em sua própria casa. Chamou Zaqueu pelo nome e foi jantar com ele. Ouviu a voz de Bartimeu em meio à infinitas vozes. Tocou em um intocável leproso e o curou. Foi no banquete na casa de Levi. Sentou-se à mesa em Emaús. Ele não foi absorvido pela fama e pela multidão ao ponto de não ver mais nada. No meio da floresta ele viu a árvore.

Somos mais de sete bilhões neste planeta e Ele vê você. Conhece seu nome, suas lutas, seus anseios, suas necessidades. Sabe seus defeitos e qualidades, seu passado, presente, futuro. Não há nada sobre você que Ele não saiba. E em meio aos inumeráveis clamores que ressoam da Terra até os céus Ele é capaz de ouvir o seu como se você fosse a única pessoa no mundo. O que Ele foi nos dias de Seu ministério, Ele é agora à direita de Deus e assim será na eternidade – alguém capaz de enxergar você em meio à  multidão.

Não importa quantas pessoas existam neste mundo, nem quantas estejam ao seu redor. Para Ele você será sempre único, pois você foi criado por Ele e para Ele.


 Irmão, Leia a Bíblia

 

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Para muitos irmãos a Bíblia é um livro maravilhoso, que vive maravilhosamente fechado. Eles não conseguem se imaginar indo ao culto sem a Bíblia. Da mesma forma que não conseguem se imaginar lendo e meditando nela todos os dias. Isso já seria pedir muito. Não estamos falando sobre ter a Bíblia e sim sobre ler a Bíblia.

Isso não é bom. Se a Palavra de Deus é como leite (1 Pedro 2.2), como o pão (Mateus 4.4), como espada (Hebreus 4.12) e como luz (Salmo 119.130), aquele que não a lê se encontra desnutrido, faminto, desarmado e às escuras. Assim estão os que não têm o habito de meditar nas Escrituras.

Você já leu a Bíblia inteira? Quantas vezes? Alguém já disse que quem não leu a Bíblia toda, não viu Jesus por completo. Ele mesmo disse que são elas que testificam Dele (João 5.39). Ler apenas no culto ou alguns trechos aleatórias não vão produzir no seu coração a fé e o conhecimento de Deus necessários.

Não dê desculpas para si, nem para Deus. Não diga que não tem tempo. Três capítulos por dia levam menos tempo do que um capítulo de novela ou filme. E com certeza é algo muito melhor para sua vida.

Não diga também que não entende. Talvez não entenda tudo. Aliás, ninguém sobre a Terra entende tudo, pois ela é a imensurável Palavra de Deus. Todavia, com persistência ela ficará mais e mais clara. Isso só acontecerá se você persistir em ler.

Decida mudar essa situação agora mesmo. Diga diante de Deus quer colocar a Palavra dele no centro de sua vida e nela meditar todos os dias. Diga como Davi: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todos os dias” (Salmo 119.97)

 


 Insatisfações

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Há dois tipos de insatisfação que o nosso coração pode manifestar. Uma é fruto de nossa natureza decaída. A outra é fruto de nossa natureza regenerada.

A insatisfação que nasce da velha natureza é aquela que nunca está contente com nada, apesar das grandes bênçãos de Deus ao nosso redor. Mesmo tendo muito mais do que tínhamos, mesmo estando tudo muito melhor do que estava, continuamos insatisfeitos. Há um vácuo insaciável em nosso ser que nada parece satisfazer.

O resultado é a crítica, a reclamação, a murmuração. Ao invés de gratidão e reconhecimento pelo que Deus tem feito, fala-se constantemente do que Ele ainda não fez. Não há paciência para esperar e considerar todas as coisas boas já recebidas. … tornaram a queixar-se, e diziam: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!” (Números 11.4-6). É a carne desejando a carne.

No entanto, há outro tipo de insatisfação, o tipo de insatisfação que nos leva a desejar mais de Deus, que nos faz querer mais Dele. É uma fome e uma sede para que a vontade de Deus se realize em nós, um anseio por ser mais cheio do Espírito, por vencer as barreiras da carne. Então queremos mais de seu amor, de sua sabedoria, de sua presença.

Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? (Salmo 42.1. 2)

Esse tipo de insatisfação nos leva para o alto, para frente, nos leva a Deus. Então queremos não nossa vontade, mas a Dele. Ficamos incomodados não com nossas necessidades, mas com nossa falta de obediência, não com o vazio de nosso guarda-roupa e sim com o vazio do nosso coração. Estamos insatisfeitos não com o que Deus não nos deu, mas insatisfeitos com aquilo que não demos a Ele.

Que nosso coração seja libertado da insatisfação da carne e nosso espírito tomado pela insatisfação do Espírito.


 Inércia Espiritual

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Você sabe o que é inércia. Inércia é uma lei da física. Ela nos ensina que um corpo sempre vai continuar seu movimento, a menos que outra força venha a agir sobre ele. Quando jogamos uma bolinha no piso, ela vai continuar correndo, até que o atrito com o piso, a força da gravidade que puxa para baixo e o contato com o vento a faça parar. Para que ela ande de novo é preciso um novo impulso.

Nossa vida espiritual também está sujeita a essa lei da inércia. Quando aceitamos Jesus e nascemos de novo, recebemos um grande impulso de Deus para fazer a sua vontade e andar nos seus caminhos. Começamos a caminhar com alegria, com ânimo, cheio de esperança e fé. Parece que essa sensação nunca vai acabar.

Todavia, vivemos em um mundo imperfeito e nossa vida espiritual sofre constantes atritos. Sofremos oposição das forças espirituais malignas (Ef 6.12), sofremos oposição deste mundo contaminado pelo pecado (1 João 5.19), sofremos oposição da nossa própria natureza humana decaída (Gálatas 5.17). De repente sentimos dificuldades para continuar avançando.

Precisamos de um novo impulso para avançar. Na verdade, precisamos sempre de novos empurrões por parte de Deus. Pode ser o batismo com o Espírito Santo, pode ser uma Palavra específica em um culto, pode ser uma experiência com oração, pode ser alguma Palavra da Bíblia, um milagre de Deus ou uma nova porta que se abre. Então nos animamos e avançamos.

Todavia, somente as pessoas que se expõe a Deus e sua Palavra recebem novos impulsos. Somente aqueles que estão sempre em oração, lendo a Bíblia, participando dos cultos, recebem esse novo empurrão para irem adiante.

Sua vida não pode parar. Você não pode permitir que os atritos desta vida façam você perder o brilho e o fogo que Deus acendeu em sua vida. Exponha-se a Deus todos os dias. Esteja diante Dele sempre. Peça a ele constantemente que renove seu amor, sua fé, sua esperança. O pão de ontem não serve para hoje. A vitória de ontem já passou e Deus tem outras para você. Não se conforme com o esfriamento, o desânimo, a imobilidade espiritual. Deus deseja que você avance.

Diga ao meu povo que marche! (Êxodo 14.15). Levanta-te e anda! (Atos 3.6). Esforça-te e clama! (Gálatas 4.27)


 Indo ao Seu Encontro

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

E, tardando o esposo, todas ficaram com sono e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas.  Mateus 25.5-7

 

Aguardar ansiosamente a volta do Senhor não tem nada a ver com sentar-se em uma poltrona confortável esperando que seu retorno coloque em ordem todas as desordens deste mundo e que faça cessar as aflições que nos incomodam. Nenhuma noiva se acomoda ao saber que o noivo vem. Nenhum empregado se senta ao saber da volta do patrão. Nenhum crente verdadeiro vê na iminente volta de Jesus razão para esmorecer. O efeito da nossa esperança é um pleno acordar.

Jesus esta voltando! Esse grito pôs de pé as virgens dormentes e as fez acender as suas lâmpadas. Mais do que nunca esse chamado cada vez mais vivo não é dado para que você se acomode, mas para que você se prepare. Este evento será repentino, justamente para que você esteja pronto a todo e qualquer momento. “Em todo tempo sejam alvas as suas vestes e nunca falte o óleo sobre sua cabeça” (Eclesiastes 9.8). Jamais falte santidade e unção em sua vida.

Seu retorno será o fim da nossa luta, a plena santificação de nossos corpos, o tempo da nossa recompensa. Isso significa lutar as batalhas de seu reino, buscar a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor, permanecer semeando até que o tempo da colheita chegue.

Há muita gente acomodada, mesmo os que já viram quão próxima está sua vinda. Os gritos de “Eis o noivo!” nada produziram neles e eles permanecem parados, esperando apenas que a história acabe como se não fossem agentes dessa mesma história.

Se a convicção da volta de Jesus não nos levar a correr ao seu encontro, então nossa convicção é vazia. Se não produzir santificação, se não nos despertar para trabalhar até que ele venha, então estamos presos ao sono dos indolentes.

“Trabalhai e orai, na seara e na vinha do Senhor. Meu desejo é orar e ocupado eu quero estar, sim na vinha do Senhor” (Harpa Crista 115).

Não espere parado o fim de sua missão. Cumpra sua parte nela. Não apenas espere o Senhor chegar. Corra também ao encontro Dele.


 Guardando no Coração

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Sobre Maria, mãe de Jesus, está escrito que ela guardava no seu coração todas estas coisas (Lucas 2.51). Ela havia sido escolhida para ser a mãe do Messias e isso não era uma tarefa fácil. Ela era jovem, não compreendia ainda tudo o que estava envolvido. No entanto, ela aprendeu a se calar, a ponderar, a meditar. Ela sabia que o tempo nos ajuda a entender muitas coisas e que temos que ter paciência e suportar certas situações  até que o  Senhor nos dê entendimento.

“Reflita no que estou dizendo, porque o Senhor lhe dará entendimento em tudo”, escreveu o apóstolo Paulo a Timóteo (2  Timóteo 2.7)

Nem sempre vamos compreender os acontecimentos à nossa volta. Muitas vezes acontecem coisas que fogem ao nosso entendimento. Às vezes Deus fala ao nosso coração, mas não compreendemos. Ficamos confusos e preocupados, às vezes, até ansiosos. Deus nos dá sementes hoje. Só amanhã veremos os frutos. É preciso acalmar o coração e aguardar.

Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor (Lamentações 3.26).

Temos que aprender a guardar as coisas em nosso coração. Nem sempre vamos entender o que Deus está fazendo ou falando naquele momento. É preciso tempo para que tudo se encaixe. “Você não compreende agora o que estou lhe fazendo, mais tarde, porém, entenderá”, disse Jesus a Pedro (João 13.7). Coisas que hoje parecem tragédias, amanhã serão vistas como preciosas lições. Coisas que hoje são confusas, serão compreendidas amanhã quando vier a maturidade. “Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora” (João 16.13)

Há pessoas que se precipitam com seus lábios, abrem a boca sem qualquer critério, mostram-se tolos no seu falar. Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno (Provérbios 17.27).

Não precisamos tentar explicar tudo o que Senhor esta falando e fazendo em nós e através de nós. Há tempo de falar e também tempo de calar. É preciso calar e aguardar como fez Maria. No tempo certo a luz virá e entenderemos o agir de Deus. E então nossos lábios se  abrirão  em louvor e adoração  a Ele.

 


 A Fragilidade da Vida

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; nem nessa guerra há licença para se ausentar; nem a perversidade livrará aquele que a ela está entregue. (Eclesiastes 8.8)

 

Os ateus gostam de dizer que a religião é uma muleta, que as pessoas buscam um Deus imaginário somente porque passaram por uma situação difícil e precisavam de algo para se agarrar. É uma maneira distorcida de ver a situação. Sim, na maioria das vezes, são os revezes que levam os homens para perto de Deus, são as angústias que os fazem procurar o Salvador. No entanto, não é nessa hora que eles “inventam Deus”. É nessa hora que percebem a sua fragilidade, é nessa hora que “descobrem” Deus.

A fragilidade humana não é uma ficção, é uma realidade. Não é que as pessoas começam a “achar” que precisam de Deus. É que elas precisam de fato. Uma pessoa não apenas se sente frágil, ela é frágil. Na aflição, alguém que se sentia auto suficiente, percebe  que não se basta a si mesmo. Precisa de alguém maior, mais forte, do Todo Poderoso. O problema não é que o medo leva o homem a Deus. O problema é que o orgulho separa o homem Dele. Querer Deus é o natural. Evitá-lo é que é antinatural.

Hoje as empresas têm grande preocupação com segurança. Conscientizam seus funcionários de suas limitações. Sabem que se não tomarem cuidado, sofrerão conseqüências por toda a vida. Nós queremos conscientizar todos os seres humanos que eles também são frágeis diante do universo e da vida. E se eles não tomarem cuidado, sofrerão por toda a eternidade.

A morte e a eternidade espreitam a todos igualmente. Não são os doentes de hoje que morrerão amanhã. Muitas vezes são os saudáveis, os que agora estão rindo e aparentemente firmes. Hoje estão aqui e amanhã não são mais. Também não são os idosos que estão à porta da morte. Jovens também partirão. A vida de ninguém é garantida pela sua idade.

Somente na mão de Deus há segurança. Somente Nele o hoje e o amanhã serão de paz.